Isabel
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Isabel

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Ivi Santiago Romance

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Isabel Oliveira jurou que nunca mais seria a mulher que o interior da Bahia aprendeu a humilhar. Cansada dos olhares de pena, das fofocas venenosas e da sentença c***l de ser apenas “a mãe solo sem futuro”, ela foge para o Rio de Janeiro ao lado dos dois irmãos, determinada a recomeçar — custe o que custar.
Mas o Rio não acolhe. O Rio devora.
Entre becos iluminados por neon, bailes perigosos e noites que cheiram a pólvora e desejo, Isabel aprende rápido que sobreviver exige mais do que coragem. Linda, afiada e impossível de controlar, ela chama a atenção do homem mais temido do morro: o Grego. Dono de um império criminoso, ele a cobre de luxo, proteção e promessas sujas de poder. Ao lado dele, Isabel pode ter o mundo aos seus pés.
Só que o verdadeiro perigo não mora no morro.
Ele usa distintivo.
O delegado Diogo Vitório é frio como aço, violento como uma tempestade e irresistivelmente perigoso. Quando o desaparecimento de Zaya — irmã de Isabel — o leva até ela, o caso rapidamente se transforma em obsessão. Todas as pistas apontam para Marcos Zamutt, o marido perfeito demais para ser inocente. Mas Diogo encontra em Isabel algo muito pior que um suspeito: uma tentação.
Porque Isabel desafia.
Provoca.
Incendeia.
Cada interrogatório vira um duelo. Cada toque acidental ameaça destruir limites. Entre corredores de hospital, estacionamentos vazios e depósitos escuros, a tensão entre a costureira de língua afiada e o delegado explode em um jogo perverso onde prazer, poder e perigo andam lado a lado.
O Grego oferece o trono.
Vitório oferece as algemas.
E Isabel precisará decidir até onde está disposta a ir para descobrir a verdade sobre a irmã… sem perder o próprio coração para o homem que talvez tenha vindo para destruí-la.

Unfold

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Tem outro nesta casa

Diogo Vitório

— E eu tenho que vir e aceitar que outros te tenham? Que te olhem como aquele fisioterapeuta estava te olhando?

Perguntei, a voz saindo carregada de uma amargura que eu não conseguia mais conter. Isabel suspirou fundo, apertando a base do pescoço com uma das mãos, como quem tenta segurar a própria explosã……

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