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STORY BY Amanda Rodrigues

Competição à flor da pele

Competição à flor da pele

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Meu nome é Sophia Burton, uma jovem garota de 22 anos filha do renomado empresário americano Joseph Burton e da milionária brasileira Maysa Mattos.Finalmente consegui convencer meus pais a mudar de São Paulo para fora do país para terminar meu último ano da faculdade de direito. Desde sempre me vi cercada de proteção excessiva e nunca estive verdadeiramente sozinha, pois meus pais sempre temeram pela minha segurança devido a alta condição da família. Nem acredito que poderei me sentir um pouco livre dos meus pais, apesar de ama-los demais, sempre me senti sufocada por nunca poder curtir minha adolescência e juventude com as minhas amigas porque sempre haviam seguranças me acompanhando. Foram anos tentando convence-los a me deixar estudar em outro país e após muito custo meu pai finalmente concordou em me deixar ir, desde que ele pudesse escolher a cidade e onde eu moraria. O que eu não esperava é que ele fosse escolher Chicago, a cidade natal dele e cidade de uma de suas maiores filiais. E que acima de tudo, pediria para que seu amigo de infância e diretor da empresa John Mayers cuidar da minha estadia em sua própria casa com junto a sua família. Era o fim, todo meu sonho de liberdade novamente destruído por uma nova barreira de proteção criada por meus pais. Eu nunca consegui namorar pois todas as vezes que um garoto me beijava ele se sentia incomodado por estar sendo assistido por algum dos seguranças da família, tudo que desejava era poder ir com tranquilidade a faculdade, curtir as festas acadêmicas, conhecer rapazes bonitos e quem sabe encontrar um namorado. No dia do embarque, que deveria ser o embarque de um sonho, eu nem estava mais animada com a viagem, mas apesar de tudo estava tentando manter-me positiva com relação a nova etapa de minha vida: - Deixa disso Sophia, ainda assim pode ser legal. Pensamento positivo sempre! Os filhos do John serão legais, quem sabe não serão os primeiros amigos que farei lá - Repitia para mim mesma. - Tudo pronto filhota, já conversei com o John e ele irá te buscar assim que pousar em Chicago. Sua mãe e eu iremos te visitar em breve, cuidado e qualquer coisa sabe que pode voltar para a casa a qualquer momento - Meu pai disse interrompendo meus pensamentos em seu português enrolado. - Fica tranquilo Daddy, mandarei notícias sempre e ligarei para vocês todos os dias. - Os altos falantes fazem o último anúncio do vôo para Chigado - Parece que é a hora, tchau mãe, tchau Daddy. Amo vocês! Após longos abraços de meus pais entrei no avião e me acomodei na classe executiva. Depois de um bom vinho tudo o que pensava era em descansar, e foi assim, quando vi já havia pegado no sono e acordei bem próxima a hora de chegada. Assim que desembarquei, procurei pelo John, já o vi algumas vezes em eventos da empresa. Meus olhos circulavam por toda a volta e nada de encontrá-lo. Até que em meio a multidão vi um homem alto, de pele levemente bronzeada, seu cabelo castanho claro um pouco queimado pelo sol e os olhos de um verde cativante segurando uma placa com seu nome. Me apresentei ao rapaz em inglês que também é minha língua nativa por conta do meu pai e soltei um pensamento em português acidentalmente - Mais uma vez cercada por seguranças - O rapaz apenas saiu andando rapidamente sem se apresentar, e eu apenas fui seguindo-o o mais rápido que conseguia até o carro.Meus pensamentos estavam perturbados quanto a falta de educação dele. Chegando no estacionamento ele tirou o alarme de uma Lamborghini e apenas sentou-se no motorista, estava sem entender o porquê da falta de comunicação e da rispidez das ações dele, fiquei parada do lado de fora do carro processando tudo que tinha acabado de acontecer.Até que ele abaixou o vidro e fala comigo em português: - Prazer, meu nome é Josh Mayers, sou filho do John. Você pode entrar no carro agora? Eu estou com pressa e sem paciência para os seus caprichos de menina mimada. - Olhando pelo retrovisor para minha cara assustada por ele estar falando português e ter entendido o que eu disse, ele volta a me olhar - Sim, eu falo português, agora entra no carro. Sentei no banco do carona, ao lado dele para que ele não pensasse novamente que o estava tratando como empregado e apesar do mau humor só conseguia sentir seu cheiro, era completamente delicioso e algo me fazia querer ficar olhando para ele. Ele quebra o meu transe - Se você pensa que seremos amigos, você está completamente enganada, eu dei duro para conquistar o cargo na empresa e não é porque você é a filha do dono que poderá assumi-lo. - Do que você está falando? - perguntei sem entender. - Não se faça de desentendida, seu pai nos comunicou sobre a sua participação na empresa. Se ele pensa que essa sua cabecinha vazia é capaz de assumir tamanha responsabilidade por ter o mesmo sobrenome que ele, nós veremos durante o ano. Toda a beleza que eu havia observado nele se desmanchou naquele momento, apenas pensava como passaria um ano morando na mesma casa que ele. Seria impossível.

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